domingo, 13 de junho de 2010

Pecado fatal



O que significa pecar contra o Espírito Santo? (Mt 12:31 e 32)


Por Alberto R. Timm
A questão do pecado contra o Espírito Santo é mencionada por Cristo no contexto da cura de um endemoninhado cego e mudo (Mt 12:22-32; Mc 3:20-30). Essa cura levou “toda a multidão” que seguia a Jesus a indagar se não seria Ele, “porventura, o Filho de Davi”. Mas os fariseus, invejosos da popularidade de Jesus, contestaram: “Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios” (Mt 12:23 e 24). É evidente que os fariseus atribuíam a Satanás a obra que o Espírito de Deus realizava através de Cristo.
Para entender melhor o assunto, é preciso lembrar que uma das obras mais importantes do Espírito Santo é levar os seres humanos ao arrependimento dos seus pecados e à aceitação de Cristo como Salvador e Senhor. Mas essa obra acaba sendo neutralizada na vida daqueles que resistem persistentemente aos apelos do Espírito Santo. Assim, entristecem o Espírito Santo (Ef 4:30) e apagam a Sua influência sobre a consciência individual (I Ts 5:19). Com o coração endurecido pelo orgulho (Hb 3:7-15), perdem a sensibilidade espiritual e as percepções morais, e acabam formando uma escala de valores distorcida, na qual a obra do Espírito Santo é muitas vezes atribuída a Satanás e a de Satanás, ao Espírito Santo.
Nas Escrituras encontramos vários casos de pessoas que pecaram contra o Espírito Santo. Por exemplo, Faraó, diante do qual Moisés e Arão realizaram grandes sinais e maravilhas, endureceu o seu coração a ponto de o Espírito de Deus não mais ter acesso a ele (Êx 5 a 12). Judas Iscariotes não permitiu, a despeito das advertências de Cristo (Mt 26:21-25), que o Espírito Santo o dissuadisse de trair
o Mestre. Já Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo e foram punidos por isso (At 5:1-11). Sem dúvida, essas pessoas se perderam porque não permitiram que o Espírito Santo as levasse ao arrependimento.
Por outro lado, a Bíblia menciona também alguns indivíduos que se afastaram de Deus e acabaram se arrependendo. Sansão, a respeito do qual é dito que “ele não sabia ainda que já o Senhor Se tinha retirado dele” (Jz 16:20), clamou depois e a sua oração foi atendida (Jz 16:28-30). Seu nome aparece entre os heróis da fé (Hb 11:32). Manassés foi talvez o pior rei hebreu, mas, após ser levado em cativeiro pelo exército assírio, ele se humilhou perante Deus e empreendeu uma significativa reforma religiosa em Judá (II Rs 21:1-18; II Cr 33:1-20). Esses exemplos revelam que mesmo casos aparentemente sem esperança podem ser revertidos, se a pessoa se humilhar perante Deus e clamar por socorro.
O problema dos fariseus é que o orgulho e a auto-suficiência os haviam endurecido a ponto de não mais perceberem os milagres de Cristo como sinais operados “pelo Espírito de Deus” para evidenciar a chegada do “reino de Deus” (Mt 12:28). Como o arrependimento é a condição para o perdão dos pecados (At 2:38), eles jamais seriam perdoados enquanto continuassem atribuindo a Satanás a própria obra do Espírito Santo efetuada para levá-los ao arrependimento.
Diante disso, podemos concluir que o pecado contra o Espírito Santo é jamais reconhecer os próprios erros. Enquanto a pessoa reconhece que está errada e que deve mudar, ela pode ter certeza de que não foi longe demais. Aqueles que indagam se por acaso não cometeram o pecado imperdoável demonstram por essa atitude que sua consciência não perdeu completamente a sensibilidade. Quando a pessoa não mais reconhece seus próprios erros, ela se encontra no caminho perigoso. Mesmo assim, não podemos perder a esperança. Experiências como as de Sansão e Manassés revelam que mesmo pessoas totalmente degeneradas podem voltar a Deus, se derem ao Espírito Santo a oportunidade de realizar a Sua obra regeneradora.
Fonte: Sinais dos Tempos, novembro/dezembro de 2003, p. 30 (usado com permissão)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O que a Bíblia diz sobre a dança?




Por Alberto R. Timm


Uma análise das referências bíblicas à dança revela o fato de que as danças israelitas consideradas como apropriadas eram de natureza litúrgica, sendo acompanhadas por hinos de louvor a Deus. Elas eram geralmente praticadas entre grupos de pessoas do mesmo sexo e sem quaisquer conotações sensuais (ver Êx 15:20; Jz 11:34; 21:21-23; I Sm 18:6; II Sm 6:14-16; I Cr 15:29).
A Bíblia fala também de pelo menos duas ocasiões em que pessoas estavam envolvidas em danças inadequadas. A primeira delas foi a dança idolátrica dos israelitas no contexto da adoração do bezerro de ouro (Êx 32:19). A segunda foi a dança da filha de Herodias para agradar o rei Herodes e seus convidados, no banquete em que João Batista foi executado (Mt 14:6; Mc 6:22).
Embora os judeus nos dias de Jesus continuassem praticando a dança (ver Lc 15:25), não encontramos nenhuma evidência no Novo Testamento de que a igreja cristã primitiva perpetuasse tal costume. Há quem sugira que esse rompimento cristão com a dança deve-se à degeneração desde já no tempo de Cristo.
Em contraste com as danças litúrgicas do período bíblico, a maioria das danças modernas são praticadas sob o ritmo sensual das músicas profanas, que desconhecem completamente o princípio enunciado em Filipenses 4:8: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvou existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”
Grande parte das danças de hoje tem-se transformado em um dos maiores estimuladores do sensualismo. Mesmo não se envolvendo diretamente em relações sexuais explícitas, seus participantes geralmente se entregam ao sensualismo mental (ver Mt 15:19-20), desaprovado por Cristo em Mateus 5:27-28: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.”
Há aqueles que endossam as danças particulares entre cônjuges unidos pelos laços matrimoniais. Embora tais práticas pareçam inocentes à primeira vista, elas representam o primeiro passo rumo a estilos mais avançados de dança, integrando eventualmente o casal a grupos dançantes. Seja como for, o cristão dispõe hoje de outras formas de integração e entretenimento sociais mais condizentes com os princípios bíblicos de conduta do que a excitação e o sensualismo promovidos pela maioria das danças modernas.
Fonte: Sinais dos Tempos, novembro de 1997, p. 29 (usado com permissão)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Voto Naturalista

Creio firmemente que todas as crenças surgiram por necessidade e não pela humana capacidade de perceber a verdade (que é inexistente), assim todas podem ser explicadas através da verdadeira crença evolucionista.







Veja também:

http://porquecreio.blogspot.com/2010/05/as-mais-novas-biblias-de-estudo.html

sábado, 17 de abril de 2010

E assim continuamos...


O mais difícil, talvez não seja admitir que Ele exista. Não se o transmutarmos à um amigo imaginário. Ele aparece e desaparece segundo a minha vontade. “Seja feita a minha vontade, Senhor”.
“Quão Te amo, preciso de Ti, todos sumiram...”
“Ah! Agora não, preciso ter meu tempo.”
Afinal, ele não é tão grande assim. A sombra do Altíssimo não nos persegue.
Tristeza?
“Ó Senhor, por que fazes isso?”
Alegria?
“Bem, que sorte a vida nos agradar assim, né? De uma hora pra outra. Sem motivo. Sem razão.”
Deus se torna nosso brinquedo – assim achamos. Nós é que somos os narradores, ele personagem. E seguimos a vida, realmente acreditando que somos os fiéis reformadores do ímpio mundo.
E Deus observa tudo. Reflete. Chora. Ama. Age, até onde pode agir.
De repente: um susto. Deus não some quando desejaríamos que sumisse. Passamos tanto tempo dizendo que queremos tê-lo tão perto,e quando Ele aparece nos irritamos.
“Eu só quero um pouco mais da vida”
Mas ele continua, com lágrimas, mas continua. Sendo tratado como brinquedo, mas ainda insiste. Vendo a quem ama desprezá-lo mas ainda espera dizermos:
“Ainda está aí?”
“Eu só quero te dar um pouco mais de vida” – Ele diz.
Ele disse-me.

quinta-feira, 18 de março de 2010

"São meras repetições"



"Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;"
(I Pedro 2:2)

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Cânon e o Texto do Novo Testamento

 Por Robert H. Gundry


Perguntas Normativas:

- Como conseguiu viver a Igreja primitiva, no começo, sem o Novo Testamento?
- Como foi, então, que o Novo Testamento veio a ser considerado pela Igreja como uma autoridade coletânea de livros?
- Como sabemos que o nosso Novo Testamento exibe uma versão substancialmente acurada do que o seus autores originalmente escreveram?


O CÂNON

O Cânon do Novo Testamento consiste dos livros aceitos pela Igreja primitiva como Escrituras divinamente inspiradas. O termo cânon a princípio significava vara de medir, mas terminou adquirindo o sentido metafórico de padrão. No que tange ao Novo Testamento, refere-se àqueles livros aceitos pela Igreja como o padrão autoritativo de crença e conduta.

No princípio, os cristãos não contavam com qualquer dos  livros que figuram em nosso Novo Testamento. Assim sendo, eles dependiam do Antigo Testamento, de uma tradição oral acerca dos ensinamentos e da obra remidora de Jesus, e de revelações diretas da parte de Deus, por meio dos profetas cristãos. Mesmo depois de já terem sido escritos os livros do Novo Testamento, muitos desses livros não haviam ainda sido geograficamente distribuídos por toda a Igreja. E antes de serem colecionados para formação do Novo Testamento, escritores cristãos haviam produzido alguns outros livros – alguns bons, e  outros de inferior qualidade. Livros como as epístolas de Paulo e os evangelhos receberam reconhecimento canônico de imediato. Mas uma autoridade incerta levou outros livros, como Hebreus, a serem postos em dúvida por algum tempo. 

A Igreja primitiva hesitou em adotar a segunda epístola de Pedro, porquanto no grego o seu estilo difere da primeira epístola de Pedro, e isso fez surgirem dúvidas sérias quanto à sua reivindicação de ter sido escrita pelo apóstolo Pedro. Por causa de sua brevidade e circulação limitada, alguns desses livros simplesmente não se tornaram conhecidos em círculos suficientemente amplos para serem aceitos de proato no cânon.

Citações extraídas dos livros do Novo Testamento, e isso de maneira autoritativa, pelos primeiros pais da Igreja, ajudam-nos a reconhecer quais livros eles reputavam canônicos. Mais tarde, a Igreja compilou listas formais de livros, ou cânone. Um dos primeiros foi o cânon de Márciom (cerca de 144 D.C.). Um herege gnóstico, Márciom ensinava a existência de um severo Deus do Antigo Testamento e de um amoroso Deus do Novo Testamento, que se oporiam mutuamente, e também que Jesus Cristo viera como mensageiro do amoroso Deus do Novo Testamento, que fora morto por instigação do deus do Antigo Testamento, que Jesus confiara o evangelho aos doze apóstolos, mas estes não tinham evitado a corrupção do mesmo e que Paulo se tornara o único pregador do verdadeiro evangelho. Assim, pois, Márciom selecionava apenas aqueles livros que ele considerava livres do Antigo testamento e do Judaísmo, e contrários aos mesmos – Lucas (com algumas omissões) e a maior parte das epístolas de Paulo. A violenta reação de cristãos ortodoxos contra a breve lista preparada por Márciom demonstra o fato que, como um todo, a Igreja já havia aceito os livros do Novo Testamento que Márciom rejeitava. Noutros particulares, o cânon de Márciom não teria causado tanta perturbação. No século IV D.C. todos os nossos livros do Novo Testamento já haviam sido reconhecidos de modo geral, ao passo que outros livros tinham sido rejeitados. Os concílios eclesiásticos dos séculos IV e V D.C. meramente formalizaram a crença e a prática então existente, no que concerne ao cânon do Novo Testamento.

            Somos levados a crer que Deus guiou providencialmente a Igreja primitiva em sua avaliação de vários livros, pelo que aqueles que realmente forma inspirados tornaram-se aceitos, ao passo que aqueles que não eram inspirados, embora ocasionalmente aceitos como dotados de nível não- autoritativo, foram rejeitados do cânon. O processo de seleção precisou de algum tempo, e levantaram-se diferenças de opinião. Porém, podemos estar gratos porque a Igreja primitiva não aceitou certos livros sem a devida avaliação, e , algumas vezes,sem debate. A maioria dos leitores que faz a comparação dos escritos sub-apostólicos e dos livros apócrifos do Novo Testamento com os livros canônicos do Novo Testamento, de todo coração endossa o julgamento crítico dos cristãos primitivos.

            Diversos critérios de canonicidade têm sido sugeridos, como a consonância com a doutrina oral apostólica do primeiro século de nossa era, ou como o efeito moral edificante. Não obstante, alguns livros capazes de edificar a seus leitores não conseguiram atingir estado canônico na Igreja. Outro tanto se pode dizer quanto a alguns livros que levavam avante a tradição da doutrina apostólica. O critério mais importante – de fato, crucial – era o da apostolicidade, isto é, autoria da parte de um apostolo, e, por conseguinte, também haver sido escrito numa data dentro do período apostólico.

            Marcos foi companheiro tanto do apóstolo Pedro quanto do apóstolo Paulo. Lucas foi companheiro de Paulo. E quem quer que tenha sido o autor da epístola  aos Hebreus, exibe contatos teológicos bem próximos de Paulo. Tiago e Judas eram meio-irmãos de Jesus, associados dos apóstolos na primitiva igreja de Jerusalém. Tradicionalmente, todos os demais autores cujas obras fazem parte do Novo Testamento eram apóstolos -  Mateus, João, Paulo e Pedro. A crítica moderna lança dúvidas sobre a exatidão da atribuição tradicional a certos autores. Essas questões são tratadas individualmente em seções posteriores deste livro. Porém, mesmo segundo ponto de vista críticos negativos, usualmente não é negado que livros não apostólicos tivessem sido escritos, dentro da tradição apostólica, por seguidores dos apóstolos.O próprio Jesus asseverou a total autoridade do Antigo Testamento como Escritura.³ Outrossim, conferiu às Suas próprias palavras e ações um privilégio igualmente autoritativo, e prometeu aos apóstolos que o Espírito Santo haveria de relembrar-lhes a significação do mesmo (João 14:26; 16: 12-15). O cânon do Novo Testamento, pois, é o registro e a interpretação autoritativa da revelação que Deus fez de Si mesmo por meio de Jesus Cristo – um registro interpretativo autenticado pelo nosso Senhor em pessoa, cuja perspectiva acerca de Suas próprias palavras e ações, agora escritas e explanadas pelos apóstolos e seus associados, certamente não era menos que Sua perspectiva acerca do Antigo testamento como a Palavra de Deus.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Imanência (II)

Porque eu sinto, sim eu percebo
Sou os piores dos perdidos
E a dor que inunda meu ser inteiro
Canta de momento nunca vividos.

E se faltam dizeres pra mostrar
Da aflição que me prende a mim
Finjo a alegria para em mim atar
Uma historia, imaginada, sem fim.

Mas Tua Graça, ainda me completa
Ainda me diz ditos inaudíveis
Ainda me mostra na escuridão certa
A clareza de mundos  invisíveis.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O AMIBIENTE RELIGIOSO DO NOVO TESTAMENTO


Por Robert H. Gundry



Perguntas normativas:

- Quais eram as crenças e práticas religiosas – esotéricas, mitológicas, supersticiosas, filosóficas – entre os pagãos, no período greco-romano?
- Como se desenvolveram as instituições e as crenças judaicas do Antigo Testamento para os tempos do Novo Testamento?
- De que modo se combinaram o meio ambiente pagão e o meio ambiente religioso dos judeus, em contribuição para o nascimento do cristianismo?

O PAGANISMO

  O deus supremo do panteão grego hierarquia de divindades era Zeus, filho de Cronos. Cronos, que arrebatara o governo do mundo das mãos de seu pai, Urano, canibal que era, devorava os seus próprios filhos conforme iam nascendo. Todavia, a mãe Zeus salvou ao seu infante ao entregar a Cronos uma pedra envolta em cobertores infantis, para que a engolisse. Ao atingir a idade adulta, Zeus derrubou seu pai e dividiu os domínios daquele com seus dois irmão, Poseidom, que passou a governar os mares, e Hades, que se tornou senhor do mundo inferior. O próprio Zeus pôs-se a governar os céus. Os deuses tinham acesso à terra, vindo de sua capital, o monte Olimpo, na Grécia.
  De acordo com a mitologia, Zeus era forçado a abafar ocasionais rebeliões da parte dos deuses, os quais exibiam pendores perfeitamente humanos de paixões e concupiscência, de amor e ciúmes, de ira e ódio. De fato, os deuses seriam superiores aos homens somente quanto ao poder, à inteligência e à imortalidade – mas por certo não quanto à moralidade. Um deus extremamente popular era Apolo, filho de Zeus, inspirador de poetas, videntes e profetas, e que também realizava numerosas outras funções. Em Delfos, na Grécia, um templo dedicado a Apolo fora erigido por cima de uma caverna, de onde se emanavam vapores, que o vulgo julgava ser o hálito de Apolo. Uma sacerdotisa, assentada sobre um tripé, acima da abertura, inalava os vapores e, em estado de transe, murmurava palavras que eram registradas e interpretadas de modo muito vago pelos sacerdotes, em respostas aos  adoradores inquiridores.
  A religião oficial de Roma adotou grande parte do panteão e da mitologia grega.As divindades romanas vieram a ser identificadas como os deuses gregos (Júpiter com Zeus, Vênus com Afrodite, e assim por diante). Os romanos também adicionaram certas características, como a de um sacerdócio sobre o qual o próprio imperador atuava como pontifex maximus (sumo sacerdote). As características perfeitamente humanas de tais deuses destruíram a fé de muitas pessoas no panteão greco-romano. Quanto a outras pessoas, entretanto, tal fé persistiu por todo o período do Novo Testamento.
  Seguindo a pratica desde há muito firmada de atribuir atributos divinos aos governantes, o senado romano lançou a idéia do culto ao imperador, ao deificar, após a morte, a Augusto e a subseqüentes imperadores que porventura tivessem servido bem como tais. Elementos leais e entusiastas das províncias orientais algumas vzes antecipavam essa deificação pós-morte. Os imperadores do primeiro século que reivindicaram a divindade para si mesmos, enquanto ainda viviam – Calígula, Nero e Domiciano -  não foram com tal distinção ao morrerem. O insano Calígula (37 – 41 D.C) ordenara que uma estátua sua fosse levantada no templo de Jerusalém, a fim de ser adorada. Afortunadamente, tal medida foi adiada pelo mais sensato embaixador sírio, porquanto os judeus sem dúvida ter-si-am revoltado. Nesse ínterim, Calígula foi assassinado. Domiciano ( 81 – 96 D.C) foi o primeiro a tomar providências sérias e generalizadas para forçar a adoração de sua pessoa. A recusa dos cristãos de participarem do que passou a ser tido como um dever patriótico, como uma medida tendente a unificar o preito de lealdade ao imperador, como uma divindade, provocou uma perseguição que foi acrescendo de intensidade.
  Muito se tem escrito sobre a larga popularidade e influência das religiões misteriosas dos gregos, egipcios e povos orientais sobre o primeiro século cristão – os cultos de Eleusis, Mitra, Isis, Dionísio, Cibele e inúmeros cultos locais. Prometendo purificação e a imortalidade do individuo, frequentemente esses cultos giravam em torno de mitos sobre uma deusa cujo amante ou filho fora arrebatado dela, usualmente através da morte, para ser subsequentemente restaurado. Esses mistérios também envolviam ritos secretos de iniciação e outras cerimônias, como lavagens cerimoniais, aspersão de sangue, refeições sacramentais, intoxicação alcoólica, frenesi emocional e um impressionante fausto, por meio dos quais os devotos entrariam em união mística com os deuses. A igualdade social no seio desses cultos misteriosos contribuía para a atração que exerciam. Em anos mais recentes, contudo, tem-se percebido de maneira crescente que a ausência mui provavelmente significa que não desempenham um papel dos mais importantes nos estudos sobre o Novo Testamento.
  È somente já nos séculos II, III e IV da era cristã que chegamos a obter informações detalhadas a respeito das crenças defendidas pelos devotos desses mistérios. Assim sendo, apesar de ser indubitável a existência das religiões misteriosas antes do cristianismo, suas crenças pré-cristãs nos são desconhecidas. Onde as suas crenças posteriores se tornaram um tanto paralelas às crenças cristãs (aliás, esse paralelismo com freqüência tem sido exagerado), o mais provável é que as religiões misteriosas é que tenham tomado por empréstimo certas idéias do cristianismo, e não vice-versa, mormente se levarmos em conta que os pagãos eram notáveis assimiladores (ver abaixo acerca do sincretismo), ao passo que os primitivos cristãos eram exclusivistas.Não obstante, os paralelos geralmente são mais aparentes do que reais, e mesmo quando são reais, isso não implica necessariamente em que tenham havido empréstimos de uma coisa para outra.
  Por exemplo, os mitos sobre deuses que morriam e ressuscitavam não correspondiam verdadeiramente às narrativas do Novo Testamento sobre a morte e ressurreição de Jesus. Em primeiro lugar, as mortes de tais divindades não tinham cunhado redentor. Outrossim, a história da morte e ressurreição de Jesus está vinculada a um bem recente personagem histórico, ao passo que os mitos usualmente tinham a ver com personificações nada tinham a ver com o plano da história, e muito menos com a história recente. Finalmente, ressuscitavam de modo plenamente corpóreo, mas ressuscitavam apenas em parte, ou meramente reviviam no mundo inferior. Quando as catorze  porções constituintes do corpo de Osíris foram reunidas, ele se tornou o rei dos mortos no mundo inferior. Tudo quanto Cibele pôde conseguir acerca do corpo de Átis, é que este não entraria em decomposição, que seus cabelos continuariam a crescer e que seu dedo mínimo se moveria – e no entanto, a historia de Cibele e Átis ( que teria morrido por haver castrado a si mesmo) é algumas vezes citada como um paralelo e como uma fonte originadora da narrativa sobre a morte e a ressurreição de Jesus, da parte daqueles que, por negligência, não examinam os pormenores de tal mito. A bem da verdade, as próprias idéias de morte por crucificação e de ressurreição física abomináveis aos povos antigos, os quis sabiam que a crucificação estava reservada aos criminosos e que concebiam o corpo como uma prisão da alma e como sede do mal. Se houvessem os cristãos tomado os seus conceitos por empréstimos das religiões misteriosas, bem poderíamos indagar por qual motivo os pagãos consideravam, de modo geral, o evangelho cristão, como algo tolo, incrível e somente digno de perseguição.¹ 
  As superstições estavam firmemente entrincheiradas nas mentes da maioria do povo do império romano. O emprego de formulas mágicas, consultas de horóscopos e oráculos, augúrios ou predições sobre o futuro, mediante a observação do vôo dos pássaros, os movimentos do azeite sobre a água, as circunvoluções do fígado e o uso de exorcistas profissionais (peritos na arte de expulsar demônios) – todas essas praticas supersticiosas, além de muitas outras, faziam parte integrante da vida diária. Os judeus eram numerados entre os exorcistas mais avidamente procurados, em parte porque julgava-se que somente eles eram capazes de pronunciar corretamente o nome magicamente potente de Yahweh ( nome hebraico traduzido por “Senhor”). A pronuncia correta, juntamente com a idéia de algo secreto, segundo se pensava, seria necessária para a eficácia de qualquer encantamento. Na pratica apodada de sincretismo, o povo comum simplesmente fazia a mescla de diversas crenças religiosas com praticas supersticiosas. As prateleiras para ídolos, existentes nas residências, eram atulhadas de imagens de aves, cães, crocodilos, bezouros e outras criaturas.
  O contraste dualista concebido por Platão entre o mundo invisível das idéias e o mundo visível da matéria, formava o substrato do gnosticismo do primeiro século de nossa era, e segundo o qual a matéria era equiparada ao mal, ao passo que o espírito seria equivalente ao bem. Daí resultavam dois modos opostos de conduta: (1) a supressão dos desejos do corpo, devido à sua conexão com a matéria ma (ascetismo) e (2) a indulgencia quanto às paixões físicas, por causa da irrealidade e inconseqüência da matéria ( libertinagem ou sensualidade). Em ambos esses casos as noções religiosas orientais haviam corrompido as idéias originais de Platão. O conceito da ressurreição física era abominável, devido ao fato da matéria ser tida por inerentemente má. Todavia, a imortalidade do espírito seria desejável, podendo-se  chegar a ela por meio do conhecimento de doutrinas secretas e de senhas, através das quais coisas a alma, por ocasião da morte, conseguiria escapar da vigilância de guardiões demoníacos dos planetas e das estrelas, em seu vôo da terra para o céu. Segundo esse ponto de vista, o problema religioso não consistia muito mais da ignorância humana, para a qual era mister prover conhecimento. De fato, o vocábulo gnosticismo vem de gnosis, termo grego que significa conhecimento. A fim de assegurar-se a pureza do Deus supremo, era este separado do universo material, e, portanto mau, mediante uma serie de seres progressivamente menos divinos, chamados “aeons”, que se teriam emanado dele. Dessa forma, uma elaborada angelologia se desenvolveu paralelamente à demonologia.
  As idéias gnósticas parecem ocultar-se por detrás de determinadas heresias que são atacadas no Novo Testamento. Porém, o conteúdo da biblioteca gnóstica, descoberta na década de 1940, em Nag Hammadi ou Chenoboskion, no Egito, parece confirmar que não existia ainda o conceito de gnóstico de um reostdentor celestial, quando começou o movimento cristão. Ao que parece, os gnósticos tomaram por empréstimo do cristianismo, em data posterior, a doutrina de um redentor celeste. No primeiro século, o gnosticismo era ainda um agregado de concepções religiosas frouxamente ligado, e não um sistema doutrinário altamente organizado.
  Os entendidos no assunto estavam se voltando para formas filosóficas mais puras. O epicurismo pensava ser os prazeres (não necessariamente de ordem sensual) o sumo bem da vida. O estoicismo ensinava a aceitação racional da própria sorte, determinada por uma Razão impessoal, que governaria o universo e da qual todos os homens fazem parte, é dever do homem.Os cínicos, antigas contrapartes dos modernos “hippies”, reputavam a virtude suprema como se fora uma vida simples e sem convenções, rejeitando a busca popular pelo conforto, pelas riquezas e pelo prestigio social. Os céticos, tendo abandonado em seu relativismo toda esperança de qualquer coisa em termos absolutos, sucumbiam ante a duvida e a conformidade para com costumes prevalescentes. Essas e outras filosofias, entretanto, não determinavam as vidas de um grande numero de pessoas. De modo geral, as superstições e o sincretismo caracterizavam as massas, pelo que também o cristianismo teve de penetrar numa sociedade religiosa e filosoficamente confusa. A antiga confiança dos primeiros gregos desaparecera. O enigmático universo desafiava a compreensão. A filosofia não obtivera êxito em fornecer respostas satisfatórias. Outro tanto sucedera às religiões tradicionais. Os homens se sentiam inermes ante a sorte ditada pelas estrelas, as quais eram consideradas seres angelicos-demoniacos. Prevalecia uma atitude de desespero, ou, pelo menos, de pessimismo.



¹ Ver J. G. Machen, The Origin of Paul’s Religion ( Grand Rapids: Eerdmans. 1947), caps. vi e vii; J. S. Stewart, A man in Christ (Nova Iorque :Harper, n.d.) págs. 64 – 80.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Imanência

Ao sentir que a perda é o instante sem ti
Entretêm-se as voltas largas e cansativas
Sinto, então, o medo prender as sobras pouco vivas,
Perdendo-me em lugares oblíquos, enfim.

Crio minhas formas, sem atenção sem pensar
E logo perco momentos,que se farão irrevogáveis
E ao demorar-me em mim,tu vens a me pesar
E ao chorar, vejo a dor sobre momentos instáveis.

Mas ao ver fortificar meus frágeis fundamentos
O incerto, que ainda aflige, chora a perca
Do que poderia ser a sua morada certa.

Perderá ele então seus laços em lamentos,
Só que ao regozijar sobre a dor que se ausenta,
Choro pelo lembrança da futura vida, incerta.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lágrimas







Não há redenção, ó não
Para os fracos e frágeis,
E para os feitos de pó
Haverá redenção?

Terás que engolir tuas lágrimas.
Lembres:são tuas, apenas tuas,
Não dividi-as.
E quando pesarem,
As dores no peito,
Só chores, apenas chores.
Ninguém versará sobre elas
Ó, a ninguém as mostres.

Haverá quem abrace,
Os soluços alheios?

Corre, sem pensar,
Só se permita lágrimas entreter,
E se quando a noite aparecer-
Ela ainda não havia nascido-
Sentir vontade de mais lágrimas verter,
Só se lembres:

Chores, não virão a te ajudar,
Nem o que te ama
Ou o que te odeia,
O que te deseja,
Ou o que te almeja.

E quando só houver dor,
Chores.
E quando o medo te abraçar:
Chores.
E quando te amarem:
Aí chores, como nunca dantes.

E quando finalmente,
Chorares com fervor,
Sem ânsia,
Sem medo,
Sem pensar,
Sem apresso,
Somente as limparás como ato dispensável.







A redenção, é, no fim, a única alternativa ao homem. Pelo menos a única que levará a um caminho desejável.
Podemos substituir a Cristo de várias formas. O choro é uma delas. E o pior: ele é uma alternativa lógica. Se sofro, devo choras. Simples.
Cristo,porém, quer quebrar com essa lógica. Pelo menos a do só chorar. Levar minhas lágrimas a Cristo é mais do que aliviar uma dor é admitir a “principados e potestades” que há uma solução para mim, é a confiança que no fim, há algo melhor. O choro vai terminar.
Porém, o apenas chorar é a conformidade que não vai haver solução. É a disposição e a precipitação em colocar o pescoço na guilhotina. E não para ser um mártir.
Não ouso dizer que seja fácil. E nem digo que na hora da dor nos pareça lógico largar as lágrimas, ou, ir com elas ao Pai. Não. Mas o erro está aí. Não devemos achar que as novas atitudes(aquelas nascidas de Cristo) precisam ser lógicas( digo a lógica segundo as perspectivas humanas).
Admitamos: o cálice terá que ser bebido. Escolhamos com quem.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um pouco de poesia

Eu vou saber – quando acabar o Tempo -
E eu não tiver mais nada a indagar -
Pois Jesus Cristo, angústia por angústia,
Na sala de aula do céu vai explicar:

Vai contar-me o que “Pedro” prometeu –
E eu – no espanto de Sua amarga hora –
Vou-me esquecer desta gota de Angústia
Que me escalda – que me escalda agora!

(Emily Dickinson) 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

Para uma grande pergunta, uma inspirada resposta

"[...]Depois que se é feliz o que acontece? O que vem depois?"

(LISPECTOR, Clarice. Perto do coração selvagem.)





E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

(Apocalipse 21:1)

domingo, 15 de novembro de 2009

Carta I

15 de Novembro

Atencioso Iesous,

Mais uma vez provo minha infidelidade a ti. Há tanto tempo que tua carta pesou em minhas mãos, e eu só agora respondo. E mais, antes da chegada de tua carta, quanto tempo não lembravas de ti, ao contrário, eu só andara a desatar os nós que criastes ao longo de nossa amizade.
Porém, sejas compreensível comigo. Nestes últimos dias, que pesam na minha vida, discorro-os  com tanta lertidão. E, como alguém que é coberto de luz como de um manto, reapareces(eu realmente achava que tinha sumido) tão excepcionalmente.
O motivo de minha ociosidade atual, pelo que vi na carta que mandaste-me, já sabes. Perguntaste-me como eu e ela estamos. Mal, muito mal! fingimos novamente, que nada está mudando, mas, tudo acabou. Só não sei quem levou o pescoço de nossa relação a herança que recebemos da revolução que pedia Igualdade, Fraternidade e Liberdade. Que paradoxo! a igualdade que separa, a fraternidade que mata e a liberdade que prende.
Sim, preso. Assim me sinto. Entendas, ela fazia parte de meus momentos e do que pulsa sem razão lógica. Agora apenas ao último consigo me agarrar. Não posso mais ir até ela. Há grilhões que trucidam( de tão apertados) meus punhos. E eu que dela tinha me preenchido, agora sofro para quebrar-me. O que acontece, porém, é que ela apenas transborda. O balão de ar, que foi enchido de água, ao derramá-la, voltará a ser como antes?

  Com o pouco de sinceridade que me resta, seu infiel amigo, Ananias.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Fé e amor



Que tipo de apaixonado sou para pensar tanto nas minhas aflições e tão pouco nas dela? Até mesmo o grito desesperado "Volte!" é por minha causa. Nunca questionei se sua volta, quer fosse possível, seria boa para ela. Quero-a de volta como um elemento imprescindível na restauração do meu passado. Será que eu poderia ter-lhe desejado algo pior? Passar pela morte, voltar e, depois, em um momento posterior, passar por toda a agonia novamente? Chamam a Estêvão o primeiro mártir. Teria Lázaro recebido um tratamento injusto?
Agora começo a entender. Meu amor por H. tinha em grande parte a mesma natureza de minha fé em Deus. Não vou exagerar, no entanto. Se houve algo além da imaginação na fé, ou algo exceto o egoísmo no amor, Deus sabe. Eu não. Poderia ter havido um pouco mais; principalmente em meu amor por H. Nenhuma das duas coisas, porém, era a que eu acreditava que fosse. Uma rodada perfeita de castelos de carta em ambos os casos.

(Lewis, C.S. A anatomia de uma dor)

Deus, nos momentos difíceis



Existem momentos, de maneira mais inesperada, em que algo dentro de mim tenta assegurar-me de que realmente não me importo tanto, não tanto assim, apesar de tudo. O amor não é tudo na vida de um homem. Eu era feliz antes de conhecer H. Tenho muito do que se chama de "recursos". As pessoas recuperam-se dessas coisas. Vamos, não posso me deixar levar dessa maneira. Temos vergonha de dar ouvidos a essa voz, mas por um instante ela parece ser boa. Então sobrevém um golpe repentino de lembranças acaloradas, e todo esse "lugar-comum" desaparece como a formiga na boca da fornalha.
Tentei expor alguns desses pensamentos a C. nesta tarde. Ele me lembrou de que o mesmo parece ter acontecido com Cristo: "Por que me abandonaste?". Eu sei. Mas isso torna as coisas mais fáceis de serem entendidas?
Não que eu esteja (suponho) correndo o risco de deixar de acreditar em Deus. O perigo real é o de vir a acreditar em coisas tão horríveis sobre Ele. A conclusão a que tenho hor­ror de chegar não é "então, apesar de tudo, não existe Deus nenhum", mas "então, é assim que Deus é realmente. Não se iluda.".


(Lewis, C.S. A anatomia de uma dor)
 


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A atenção de Deus




Homero, clama as suas musas a inspiração para cantar a cólera de Aquiles. Mas a quem buscaremos nós força? Para quem iremos em busca de defesa, quando parece que as esperanças se esvaziaram? Buscamos ao máximo encher-nos com auto-confiança, achismos, e dizemos ao nosso eu que tudo vai passar. A quem clamaremos para lutar as nossas lutas quando estamos sendo forçados a baixar a guarda?
Nossas lutas, por mais mesquinhas que sejam, por mais frágeis, por mais inúteis que possam parecer, aos olhos de Deus aparecem com um realce que custa-nos acreditar. Independente se é para perdermos, ou se é para ganharmos. Porque se preocupar com um gago e assassino? E ainda mais, porque se preocupar com um povo hipócrita, ganancioso e temeroso? Em que interessa a Deus que um jovem tenha sido vendido pelos próprios irmãos? Ou que o novo rei tenha de ser eleito? Afinal, porque Deus insiste em querer entrar na vida de pessoas aparentemente fortes e fracas, e usá-las de uma forma que fiquem marcadas na história, ou que pereçam em uma fogueira, e nunca mais sejam lembradas pelas proximas gerações? Porque Deus insiste em tomar parte de minha vida?
Há uma lição que todo cristão, se deseja adentrar os portões do céu, precisa saber. Cada segundo que se passa, Deus está meticulosamente pensando em uma forma de levarmos para mais perto dele. Não há um momento em que Deus não pense em cada ser humano, como um ser individual. Não existe mais ninguém no universo, quando o assunto sou eu.

Último Grito




De tudo que tenho para Te dizer,
meu grito - frágil e irregular-
demonstra bem o que quero expressar
e sobrepõe os choros que irei entreter.

Lembremos,no final todos os desejos acabam,
e o fim das frágeis ideias acumuladas,
nos mostram quão pouco do por nós imaginado
sobrevivem quando nas dores esbarram.

Choremos, o quanto ,fragilmente conseguirmos,
mas,com nossas lágrimas,candidamente nos lembremos
que as dores que sozinho exprimirmos
nos mostrarão o que em nós enfrentará ao tempo.

sábado, 24 de outubro de 2009


Eu Te amo mesmo assim...



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como Deus vê, como o homem vê




Recebi um texto muito legal, sobre uma hipotética seleção de candidatos ao ministério.

É mais um daqueles textos que os amigos enviam para nossos e-mails, e que nos fazem refletir sobre nosso comportamento, nossas atitudes, nossos conceitos...

A vida cristã, como bem disse um dos principais autores bíblicos, é uma vida "renovada", uma "nova vida". Os velhos "pré" conceitos deveriam ficar de lado, e darem lugar a novos horizontes, novas maneiras de ver o mundo... e principalmente... as pessoas.

Veja a lista de candidatos abaixo, e reflita se eles seriam aceitos, através de seus currículos, para uma possível vaga de pastor em sua igreja... Leia o texto como se a "análise curricular" estivesse acontecendo em alguma reunião de Comissão..

O que se segue é um relatório confidencial sobre vários candidatos sendo considerados para o pastorado.

Adão: Bom homem, mas com problemas com a esposa. Também houve uma informação de que ele e a esposa se comprazem em caminhar nus pela mata.

Noé: Pastorado anterior de 120 anos, sem obter sequer um converso. É muito dedicado a projetos de edificação extravagantes.

Abraão: Embora tenhamos informações sobre prática de troca de esposas, os fatos parecem indicar que nunca dormiu com a esposa de outro homem, mas ele ofereceu compartilhar sua própria esposa com outro homem.

José: Um grande pensador, mas um tanto convencido que acredita em sonhos, pondo-se a interpretá-los. Temos registro de passagem pela prisão.

Moisés: Homem modesto e manso, mas um pobre comunicador, chegando às vezes a gaguejar. Houve ocasiões em que perdeu a paciência e agiu de modo rude. Há quem diga que deixou uma igreja anterior sob acusação de assassinato.

Davi: O líder mais promissor de todos, até que descobrimos um caso que teve com a esposa de um dos seus obreiros.

Solomão: Grande pregador, mas nossa casa pastoral não teria espaço para aquelas tantas esposas [e sogras] dele.

Elias: Dado à depressão. Entra em pânico sob pressão.

Oséias: Um pastor terno e amorável, mas nosso pessoal não terá como lidar com a ocupação da esposa.

Débora: Forte líder e parece ser ungida, mas é mulher.

Jeremias: Emocionalmente instável, alarmista, negativista, sempre lamentando coisas. Relata-se que fez uma longa viagem para sepultar roupas íntimas às margens de um rio.

Isaías: Reivindica ter visto anjos na igreja. Tem problemas com a linguagem.

Jonas: Recusou o chamado de Deus ao ministério até ser forçado a obedecer, sendo engolido por um grande peixe. Ele nos disse que o peixe mais tarde o vomitou numa praia perto daqui. Deixamos em suspenso.

Amós: Muito atrasado e sem polimento. Com alguma instrução no seminário poderia oferecer alguma promessa, mas se encrenca com pessoas ricas. Poderia adequar-se melhor a congregações mais humildes.

Melquisedeque: Grandes credenciais no atual local de trabalho, mas de onde procede esse sujeito? Não há informação em seu "Currículo" a respeito de ocupações anteriores. Todos os espaços a respeito de seus pais foram deixados em branco e ele se recusa a fornecer a data de nascimento.

João: Diz que é batista, mas definitivamente não se veste como alguém que o seja. Dormia por meses ao ar livre, e emprega um regime alimentar esquisito, além de provocar líderes denominacionais.

Pedro: Muito proletário. Tem um mau temperamento, e soube-se que chegou até a xingar. Teve uma discussão "face-a-face" com Paulo, outro candidato a pastor. É agressivo, mas tem um grande coração.

Paulo: Líder poderoso, do tipo Alto Executivo, e pregador fascinante. Contudo, tem pouco tato, é implacável com jovens ministros, muito severo e soube-se que prega a noite toda. Também tem problemas nos olhos, o que lhe afeta a visão até para escrever.

Tiago e João: Pacote vantajoso de pregador e associado que a princípio parecia bom, mas descobriu-se que tinham um problema de ego com respeito a colegas de trabalho e posições. Ameaçaram uma cidade inteira após um insulto. Também sabe-se que tentaram desanimar obreiros que não se dispunham a acompanhá-los.

Timóteo: Muito jovem!

Matusalém: Muito velho! Aliás, BEM velho mesmo!

Jesus: Tem tido ocasiões de popularidade, mas uma vez Sua igreja alcançou 5.000 e Ele conseguiu ofender essa gente toda. Daí a igreja diminuiu para doze pessoas. Raramente permanece num só lugar por muito tempo. E, logicamente, há o problema de ser solteiro.



Judas Iscariotes: Suas referências são sólidas. Um grande planejador.

Conservador. Tem boas ligações. Sabe como lidar com finanças. Estamos convidando-o para pregar neste sábado. Vemos possibilidades aqui.

CUIDADO COM OS JULGAMENTOS!



QUEM QUER VER SÓ O NEGATIVO SEMPRE VAI ENCONTRAR!


Autor: desconhecido



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Interessante, não?!


"Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" - 1Sam. 16:7.




Texto retirado do blog:







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