Impérios erguem-se e caem, líderes poderosos são catapultados ao poder e depois de lá despencam. O mesmo Nabucodonosor que lançou esses três jovens na fornalha acaba insano, pastando no campo como uma vaca. Os impérios que seguem ao dele (Pérsia, Grécia e Roma), tão poderosos em seus dias na lata do lixo da História.[...]Com suas histórias de tortura, os judeus demonstram a lição mais surpreendente de todas: não se erra quando Deus é levado a sério como pessoa. Deus não é um poder indistinto que vive em algum lugar do céu, não é uma abstração como os gregos propuseram, não é um super-homem sensual como o que os romanos adoravam e, com certeza, não é o relojoeiro ausente dos deístas. Deus é pessoal. Ele entra na vida das pessoas, vira famílias de cabeça para baixo, aprece em lugares inesperados, escolhe líderes com poucas probabilidades de sucesso, chama as pessoas a prestar contas. Acima de tudo, Deus ama.
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Os cientistas de hoje, mesmo os agnósticos, reconhecem com relutância um "princípio antrópico", pois o Universo está afinado de forma tão precisa que parece projetado para apoiar a existência da vida humana. O Antigo Testamento vê muito mais do que um "princípio antrópico" em ação no mundo. Deus contraria o fluxo de toda religião que, até então, tinha os deus como seres sobrenaturais cujas ações se refletem sobre a vida da terra. Um deus chora, e chove na terra; outro deus fica irado, e troveja. O Antigo Testamento mostra - e em nenhum lugar isso é mais claro que em Jó - exatamente o contrário. Uma mulher desesperada ora, e Deus envia um profeta; um homem desconsolado nega-se a amaldiçoar a Deus, e o impacto reverbera pelo cosmo.
Por essa razão, pode-se dizer de fato que os judeus inventaram a História. Para eles, a História não estava somente repetindo ciclos do tempo; as ações humanas sobre a terra importavam, e essas ações criavam a História. O soberano Senhor da História permite que as pessoas exerçam influência sobre ele, da mesma forma que ele exerce influência sobre elas. O filósofo Glenn Tinder faz uma diferenciação entre destino e sina. Os judeus nos deram um senso de destino, a idéia de que não existimos em um mundo sem sentido para satisfazer os caprichos de algum deus, mas existimos para viver um destino, cheio se significado, um projeto de vida decretado por um Deus pessoal. (YANCEY, Philip. A Bíblia que Jesus lia)
"...não se erra quando Deus é levado a sério como pessoa."
ResponderExcluirJoão 4:24: "Deus é Espírito, importa que os seus adoradores o adorem em Espírito e Verdade."
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Vejam só! Citações..hahaa